terça-feira, 19 de março de 2013

UNIVERSO PARALELO



Universo Paralelo


Em universo paralelo ao seu
Talvez lá esteja eu
Sucumbindo com a espera
Quimera? Quem dera!

Em algum lugar
Observando o luar
Não te vejo
Desejo-te

Observar as estrelas
Acalenta-me a alma
Embora não saiba tua direção
Não, não há explicação

Entre um suspiro e outro
Como um sino
Badala meu coração
Como se essa fosse sua única função

Lá bem longe, onde os olhos não conseguem enxergar
Lá, onde as mãos não podem alcançar
Onde não há cheiro ou paladar
Há um vazio a gritar

À tua procura
Vários lábios beijei
Em outro peito me aninhei
E em nenhum deles te encontrei

Atrás daquele sorriso feliz
Das alegres palavras e dos fáceis abraços
Bem aqui, neste peito recluso
Há um coração confuso
Que espera por ti.



Jokebed L. Taveira

domingo, 17 de março de 2013

Escolhas



Escolhas


Escolhas diárias
Minhas e tuas
Acertadas ou equivocadas
Precisam que ser tomadas

Selecionar, optar
Permanecer, seguir ou desistir
Agarrar ou soltar
Falar, calar ou gritar

Por sugestão, por orientação
E até por imitação
Cada uma dependerá dessa
Ou daquela situação

Objetivos almejados
Felicidade esperada
Nem sempre alcançada
A opção certa também pode ser censurada

Decisões tomadas para um breve momento
Outras para um maior espaço de tempo
Há aquelas que são para vida toda
Decisões escolhidas, histórias de vida

Algumas se repetem por toda a vida
Algumas são tomadas por metas projetadas
Algumas não nos permitem saber
Se foram certas ou erradas

Tantas dúvidas,
Tantas restrições
Infindáveis questões
Muitas incertezas e poucas soluções

Escolhas próprias
Escolhas de alguém
Escolhas para você
E para mais ninguém

Escolhas para amar, odiar ou ignorar
Escolhas para sorrir, chorar ou lamentar
Escolhas para aparecer, esconder ou viver
Escolhas para se querer, se ser e se ter

Escolhas expostas para mim e você
Sua cabeça, sua sentença
Sua glória, sua penitência
Trajetória escolhida, trilha a ser seguida

Jokebed L.Taveira

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER



 




Mulher

Quem dera tua delicadeza
Não fosse subjugada à aspereza
De homens que sem nenhuma nobreza
Maltratam tua fortaleza

Fadas, duendes, príncipes e princesas
Universo pueril
Comumente invadido por homem vil
Deixando na candura mácula indelével

Um dia em mais de trezentos
Não será suficiente para acabar com todos os tormentos
Mas abre espaço para novos questionamentos
Em mundo tão violento

Traços delicados
Contornos arredondados
Força física nem sempre tem
E por isso não deveria ser maltratada por ninguém

A dimensão da tua existência
Perpassa pelo significado da vida
Beleza, desejo, procriação, continuação
Humanidade: se veja nessa bela obra da criação

Na aparência transparece tua essência
Vaidade nem sempre é frivolidade
Resiliência, persistência em espaço de duelo desleal
Felizmente, pelo caminho algumas vitórias e conquistas surgem de forma gradual

De todas as cores
De todos os credos
Em todos os reinos, países, províncias, estados
Os mesmos dilemas, os mesmos anseios
As mesmas dores, os mesmos devaneios

Mulher, essa efusão de hormônios
Turbilhão de emoções
Coração partido, choro, riso, afago, abraço, ternura
Ser que traz à luz a vida futura