Mulher
Quem dera tua delicadeza
Não fosse subjugada à aspereza
De homens que sem nenhuma nobreza
Maltratam tua fortaleza
Fadas, duendes, príncipes e princesas
Universo pueril
Comumente invadido por homem vil
Deixando na candura mácula indelével
Um dia em mais de trezentos
Não será suficiente para acabar com todos os
tormentos
Mas abre espaço para novos questionamentos
Em mundo tão violento
Traços delicados
Contornos arredondados
Força física nem sempre tem
E por isso não deveria ser maltratada por
ninguém
A dimensão da tua existência
Perpassa pelo significado da vida
Beleza, desejo, procriação, continuação
Humanidade: se veja nessa bela obra da
criação
Na aparência transparece tua essência
Vaidade nem sempre é frivolidade
Resiliência, persistência em espaço de duelo
desleal
Felizmente, pelo caminho algumas vitórias e
conquistas surgem de forma gradual
De todas as cores
De todos os credos
Em todos os reinos, países, províncias,
estados
Os mesmos dilemas, os mesmos anseios
As mesmas dores, os mesmos devaneios
Mulher, essa efusão de hormônios
Turbilhão de emoções
Coração partido, choro, riso, afago, abraço,
ternura
Ser que traz à luz a vida futura
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